Sábado, 05 de abril de 2025
Por Redação O Sul | 30 de novembro de 2015
Aprisão do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), a apreensão de novos documentos e a delação do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró darão novo impulso ao maior inquérito da Operação Lava-Jato aberto no STF (Supremo Tribunal Federal) para investigar autoridades com foro privilegiado.
Instaurado há quase nove meses, o processo investiga 39 pessoas e é considerado o principal dentre os autorizados pelo STF por conectar os políticos citados em um mesmo crime: o de formação de quadrilha. A PGR (Procuradoria-Geral da República) acredita que os papéis recolhidos na prisão do senador fornecerão informações novas ao inquérito, assim como a delação premiada de Cerveró, fechada no dia 18.
O centro do inquérito-mãe é detalhar a participação dos partidos nas diretorias da Petrobras e apurar se parlamentares agiram em grupo para se beneficiar dos desvios de dinheiro na estatal. A investigação será a chance para o STF decidir, quando da denúncia, se autoridades integraram o grupo criminoso.
O PT controlou a Diretoria de Serviços, o PMDB, a Internacional; e o PP, a de Abastecimento. O ex-tesoureiro petista João Vaccari Neto foi incluído no processo no STF para avançar na apuração sobre a participação de parlamentares da legenda. A cúpula do PMDB no Senado, composta por Renan Calheiros (AL), Edison Lobão (MA), Romero Jucá (RR) e Valdir Raupp (RO), também é alvo de averiguação. (AG)