Quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025
Por Redação O Sul | 26 de fevereiro de 2025
Saída de Nísia inicia um processo de minirreforma ministerial no governo.
Foto: Marcelo Camargo/Agência BrasilNa terça-feira (26), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou a troca da ministra da Saúde, Nísia Trindade, pelo ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, abrindo, dessa forma, vaga na articulação política, pasta disputada pelo Centrão e pelo Partido dos Trabalhadores (PT) — até mais pelo PT do que pelo Centrão.
O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), é defendido por uma ala do partido para substituir Alexandre Padilha. Outra ala prefere a atual presidente da legenda, Gleisi Hoffmann. Enquanto isso, aliados do novo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, apoia um nome de um partido de centro, como o do líder do MDB na Câmara, Isnaldo Bulhões (AL), ou do PSD, Antonio Brito (BA).
Recentemente, o presidente Lula disse a interlocutores que o governo precisa, nestes dois últimos anos, de ministros que tenham capacidade e estilo para enfrentamentos políticos e públicos. São dois anos de afirmação, em que o governo não pode ficar na defensiva.
Lula afirmou à própria ministra que sai que, tecnicamente, não tem do que reclamar dela, mas destaca que até as boas iniciativas da ministra não ganharam destaque por causa do seu perfil discreto. Não é bem isso, Lula estava reclamando da lentidão da implantação de várias medidas da área, como o Mais Especialistas, grande aposta do governo para esses dois últimos anos de administração petista.
Ele disse já ter escolhido o novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais, mas despistou e não quis indicar o nome.
“Já está escolhido, mas eu não contei para vocês (jornalistas) ainda. Eu vou contar quando eu falar com a pessoa, porque senão eu vou ter indicado a pessoa sem falar com ela”, disse Lula.
O presidente conversou com a imprensa ao acompanhar jovem Joicy Lourenço, de 18 anos, no depósito do dinheiro recebido pelo Pé-de-Meia na Agência Caixa do Palácio do Planalto. Ele estava acompanhado do ministro da Educação, Camilo Santana. A expectativa é que uma definição sobre o substituto de Padilha só aconteça no começo de março, após o carnaval.
Siglas aliadas do Planalto veem como mais provável o cenário em que um petista assuma o cargo deixado por Padilha ao assumir a pasta comandada por Nísia. Aliás, a fritura da ministra foi classificada como desrespeitosa. É a terceira mulher a deixar o governo para ser substituída por um homem.
Daniela Carneiro (União Brasil) caiu e foi substituída por Celso Sabino. Ana Moser foi demitida do Ministério dos Esportes e quem entrou no lugar dela foi André Fufuca (PP). As informações são do portal de notícias O Globo.