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Política Reforma ministerial: “Estou precisando de mais agressividade na política do governo”, diz Lula sobre a saída da ministra da Saúde

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"A Nísia era uma companheira da mais alta qualidade, minha amiga pessoal, mas eu estou precisando de um pouco mais de agressividade na política", declarou o presidente. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, nessa quinta-feira (27), que a decisão de substituir Nísia Trindade no Ministério da Saúde por Alexandre Padilha se deu porque ele precisa de “mais agressividade na política do governo”. O presidente deu entrevista ao Balanço Geral, da TV Record, antes do evento em Santos (SP) de lançamento do túnel submerso que ligará a cidade ao Guarujá.

“A Nísia era uma companheira da mais alta qualidade, minha amiga pessoal, mas eu estou precisando de um pouco mais de agressividade na política que o governo tem que aplicar, mais agilidade, mais rapidez, e por isso estou fazendo algumas trocas. Eu espero que depois do Carnaval eu conclua o que eu tenho que mudar, porque não é só escolher quem você tira, mas quem vai entrar. Se você coloca um jogador que vai jogar menos do que quem saiu, você errou”, falou.

O petista evitou dizer quem ficará na Secretaria de Relações Institucionais, que hoje é ocupada por Padilha, mas disse que o nome já está definido. Lula afirmou que esse tipo de mudança é “difícil”, mas que ele tem direito de fazer as trocas.

“À medida em que eu chamei alguém para ser ministro, eu tenho direito de trocar. É o momento mais difícil de um governo. Eu aprendi uma coisa: você nunca chame para o governo quem você não pode tirar, porque se você chama alguém que você não pode tirar, você vê um técnico que tem um jogador famoso que sai com a cara emburrada, chutando a grama, quando ele deveria sair alegre porque é um companheiro dele que vai entrar”, destacou.

Lula decidiu demitir Nísia na última terça (25), após se reunir com a ministra e com Padilha. A mudança só será oficializada em 10 de março, quando ocorrerá a posse de Padilha na pasta. As equipes dos dois começaram a fazer reuniões de transição entre as equipes nesta quinta e o processo deve ser concluído antes do Carnaval.

A aliados, a ministra expôs chateação e constrangimento pela posição desconfortável em que foi colocada nos últimos dias, em que teve que lidar com a indefinição sobre sua continuidade no cargo e o silêncio de Lula, enquanto, nos corredores do Planalto, a decisão do presidente pela demissão já era sabida. Esses interlocutores relatam que ela se sentiu exposta.

Popularidade

Na entrevista, Lula ainda minimizou sua queda de popularidade. Pesquisa Genial/Quaest divulgada no fim de janeiro mostrou que o índice de aprovação ao governo recuou cinco pontos, de 52% para 47%, e ficou pela primeira vez atrás do percentual dos que reprovam a atual gestão.

O Datafolha apontou este mês queda na avaliação positiva de 11 pontos percentuais. Em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, a desaprovação supera os 60%, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada na quarta (26).

Usando metáforas futebolísticas, o presidente disse que a população “tem o direito de cobrar” e que as pesquisas servem de “análise”, além de destacar que ele está sendo comparado com seus mandatos anteriores como chefe do Executivo federal, e não com o seu antecessor Jair Bolsonaro.

“Uma pesquisa, quando ela está boa ou está ruim ela serve de análise para saber se você muda ou não de comportamento. O povo brasileiro tem direito de cobrar do presidente da República como a torcida cobra de um jogador, vira e mexe você vê a torcida vaiar o melhor jogador em campo porque ele não está fazendo. Eu sei que eu tenho compromisso com o povo brasileiro, eu prometi durante a campanha, mas o povo brasileiro não me compara com o Bolsonaro porque o Bolsonaro foi muito ruim. O povo me compara comigo mesmo, com o Lula de 2010. Pesquisa pra mim serve para analisar, nem ficar otimista nem ficar com raiva, esse é meu lema”, falou. (O Globo)

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