Domingo, 04 de janeiro de 2026
Por Redação O Sul | 1 de junho de 2022
Mais de 200 mil eventos comemoram Jubileu de Platina da rainha em meio a crises política, econômica e da família real.
Foto: DivulgaçãoAo longo dos próximos quatro dias, mais de 200 mil eventos pulverizados por todo o Reino Unido celebram os 70 anos de reinado da mulher que por mais tempo chefiou a monarquia do país, Elizabeth 2ª. Desta quinta-feira (2) ao próximo domingo (5), espera-se que a crise política e a do custo de vida sejam amortecidas temporariamente pelas celebrações em torno da rainha.
O evento de maior porte para o público em geral deve ser um show em frente ao Palácio de Buckingham neste sábado (4). No setlist estão nomes como Duran Duran, Queen & Adam Lambert, Rod Stewart, Alicia Keys, Elton John (em performance gravada) e Diana Ross.
As celebrações do Jubileu de Platina da rainha de 96 anos incluem eventos oficiais, como desfiles militares, atos religiosos, um show grandioso e festas com famosos, mas também milhares de celebrações de rua, como piqueniques, idealizadas na maior parte das vezes pelos próprios moradores.
Nesta quarta-feira (1), Elizabeth divulgou um comunicado em que disse que as festividades são inspiradas na gentileza e na boa vontade. “Agradeço a todos que convocaram suas comunidades, famílias, vizinhos e amigos para marcar meu Jubileu de Platina. Sei que muitas lembranças felizes serão geradas nessas ocasiões”, afirmou. “Espero que os próximos dias sejam uma oportunidade para refletir sobre tudo o que foi alcançado nos últimos 70 anos, enquanto olhamos para o futuro com confiança e entusiasmo.”
Trono
Elizabeth subiu ao trono em fevereiro de 1952, quando estava em viagem oficial ao Quênia, após a morte de seu pai, o rei George 5º. Foi somente em 2 de junho de 1953, porém, que a então jovem de 25 anos foi coroada, em uma cerimônia televisionada na Abadia de Westminster – é a esta data que o feriado britânico dos próximos dias se refere.
Além dos desafios nacionais que o evento projeta apaziguar, há crises internas da própria família real. Estas, aliás, ficarão expostas na sacada do Palácio de Buckingham, em Londres: no tradicional local de aparição da monarquia, devem estar apenas a rainha e aqueles que têm funções públicas da realeza. Ficam de fora, portanto, o príncipe Andrew, o príncipe Harry e sua esposa, Meghan, duquesa de Sussex.
Andrew, filho da rainha, envolveu-se em um escândalo de abuso sexual. Em fevereiro, assinou um acordo extrajudicial com Virginia Giuffre, mulher que o acusa de ter mantido relações sexuais com ela quando ela era menor de idade. Antes disso, porém, no final de 2019, o príncipe já havia anunciado o afastamento da vida pública.
Já Harry, neto da rainha, e Meghan Markle se retiraram de seus papéis reais em 2021 e se mudaram para os Estados Unidos. A atriz americana, em uma entrevista que deu à apresentadora Oprah Winfrey, chegou a acusar membros da realeza de episódios de racismo – Elizabeth afirmou que as denúncias seriam “levadas muito a sério”.
O peso da monarquia na política do Reino Unido mudou, e o apoio tem caído entre os mais jovens, mas o grosso da população britânica é favorável à rainha. Pesquisa do jornal The Sun divulgada nesta semana mostra que ela tem 91,7% de opiniões favoráveis, enquanto o príncipe Charles, o primeiro na linha de sucessão do trono, tem 67,5%.