O pagamento antecipado do IPVA (Imposto Sobre a Propriedade de Veículos Automotores) deste ano, que concedeu descontos aos contribuintes, resultou na arrecadação de R$ 3,3 bilhões para os cofres do Rio Grande do Sul.
O montante equivale a 61% da receita projetada com o tributo, percentual semelhante ao registrado em anos anteriores no mesmo período. Em valores nominais, a arrecadação cresceu 8,6% em relação ao ciclo de 2024. Os dados foram divulgados pela Sefaz (Secretaria Estadual da Fazenda).
De acordo com o balanço, pouco mais de 2 milhões de veículos tiveram o imposto quitado à vista, o que representa 51% da frota tributável do Estado, que é de 3,9 milhões de automóveis. A opção de parcelamento em seis vezes, que também inclui os descontos por antecipação, beneficiou 363 mil motoristas adimplentes em março, um crescimento de 14% em relação ao ano anterior.
A antecipação do IPVA 2025, encerrada na segunda-feira (31), ofereceu descontos progressivos, variando de 6% a 1% para pagamentos realizados entre dezembro e março. Além da redução pelo adiantamento, os proprietários puderam usufruir dos benefícios do Bom Motorista e do Bom Cidadão. Considerando todos os descontos disponíveis – incluindo a manutenção da UPF (Unidade de Padrão Fiscal) para pagamentos feitos em dezembro –, a economia máxima no imposto chegou a 28,13%.
Neste ano, a data de vencimento do IPVA foi unificada para 30 de abril. Nos anos anteriores, o pagamento ocorria de forma escalonada, conforme o número final das placas.
O IPVA é a segunda maior fonte de arrecadação estadual, ficando atrás apenas do ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Em 2024, o Rio Grande do Sul arrecadou R$ 5,4 bilhões com o IPVA, o que representou cerca de 8% da receita tributária total. Metade da arrecadação do IPVA fica com o Estado e os outros 50% com o município onde o veículo foi emplacado.
“Ao contrário do que muitos pensam, os recursos do IPVA não são destinados apenas para melhorias nas estradas estaduais. Eles financiam diversos serviços essenciais, como a reforma de escolas e unidades de saúde, além da aquisição de viaturas e armamentos para as forças de segurança. O tributo também é uma importante fonte de receita para os municípios, que têm autonomia para aplicar os valores em suas políticas públicas”, explicou o subsecretário da Receita Estadual, Ricardo Neves Pereira.