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Rio Grande do Sul Rio Grande do Sul registra sua primeira morte por febre chikungunya

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Vítima é um idoso de 68 anos e que residia em Carazinho. (Foto: EBC)

A Secretaria Estadual da Saúde (SES) confirmou nessa sexta-feira (4) a primeira morte por febre chikungunya já ocorrido no Rio Grande do Sul. Trata-se de um caso ocorrido na cidade de Carazinho (Noroeste gaúcho), tendo como vítima um idoso de 68 anos e com doença crônica não informada. Também foi notificado o terceiro óbito por dengue em 2025. Ambas as doenças são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.

No último mês, a SES já havia emitido alertas epidemiológicos sobre a confirmação de casos autóctones (contraídos dentro do próprio Estado) de chikungunya: em 21 de março, com os primeiros casos em Carazinho, e em 31 de março, quando foram identificados casos em Salvador das Missões. Em 2025, são 107 casos confirmados no Rio Grande do Sul.

No caso do paciente que não resistiu à dengue, trata-se de um homem de 79 anos, morador de Alvorada (Região Metropolitana da Capital). As outras duas perdas humanas ocorridas neste ano são as de uma mulher de 83 anos, em Cachoeira do Sul (Vale do Rio Pardo), e de uma porto-alegrense de 59 anos. Todos sofriam de comorbidades.

O Rio Grande do Sul acumula desde janeiro ao menos 4.703 testes positivos de dengue, dos quais 4.159 foram contraídos dentro do próprio Estado. No ano passado, foram 208 mil casos confirmados, incluindo 281 mortes. Essas e outras estatísticas podem ser conferidas em painel disponível no site estado.rs.gov.br.

De acordo com orientações da SES, é importante que as pessoas procurem atendimento médico nos serviços de saúde assim que os primeiros sintomas se manifestarem. Dessa forma, evita-se o agravamento da doença e a possível evolução para óbito.

Semelhanças

Como dengue e chikungunya são transmitidas pela picada do mosquito Aedes aegypti, a SES alerta para a importância de prevenir a proliferação e a circulação do mosquito. A limpeza e a revisão de áreas internas e externas de residências ou apartamentos para eliminar objetos que contenham água parada impede o nascimento dele, interrompendo seu ciclo de vida ainda na fase aquática.

A SES também recomenda que, em municípios com vacina disponível, a população elegível de crianças e adolescentes de 10 a 14 anos seja imunizada. Outra medida adicional, que aumenta a proteção individual, é o uso de repelente.

A dengue e a chikungunya são doenças denominadas arboviroses, que se caracterizam por serem causadas por vírus transmitidos por artrópodes (como insetos e aranhas). No Brasil, as duas (além da zika) são transmitidas pela picada da fêmea do inseto transmissor

A dengue é uma doença febril aguda, sistêmica, dinâmica, debilitante e autolimitada. A maioria dos doentes se recupera, porém, parte deles podem chegar a para quadros graves. A quase totalidade dos óbitos por dengue é evitável e depende, na maioria das vezes, da assistência prestada e da organização da rede de serviços de saúde.

Todo indivíduo deve procurar imediatamente um serviço de saúde, a fim de obter tratamento oportuno caso apresente febre alta (a partir de 39°C) de início repentino e observe pelo menos duas das seguintes manifestações: dor de cabeça, prostração, dores musculares e/ou articulares, náuseas, manchas vermelhas pelo corpo e dor atrás dos olhos.

A chikungunya possui sintomas similares. Além da febre de início repentino, é considerado um caso suspeito aquele em que o indivíduo também apresenta dores nas articulações (artralgia ou artrite intensa) de início agudo e que não seja explicada por outras condições. Também deve ser considerado o fato de ser residente ou ter visitado áreas com transmissão ou vínculo epidemiológico com caso confirmado até duas semanas antes dos primeiros sintomas.

(Marcello Campos)

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