Sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025
Por Redação O Sul | 19 de outubro de 2016
Sob pressão do Palácio do Planalto, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), recuou novamente nesta quarta-feira (19) da decisão de colocar em votação o projeto que altera a Lei de Repatriação. Ele já havia voltado atrás, anteriormente. É a quinta vez que ele muda de decisão sobre essa votação.
Em café da manhã com líderes da base aliada, Maia anunciou que pretendia apreciar a proposta na segunda-feira (24), apesar dele ter dito na semana passada que a proposta estava definitivamente engavetada. Contudo, Maia recebeu uma ligação do ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, para abandonar a ideia, porque ela criaria uma insegurança jurídica, já que o prazo de adesão para a Lei da Repatriação termina no próximo dia 31.
“O governo federal tem muita preocupação com o prazo e com o mérito da matéria. Isso pode gerar uma instabilidade, porque semana que vem é o prazo final da repatriação. Há um ambiente positivo na base aliada para votar, principalmente a pedido de governadores, mas acho que o movimento nosso pode gerar mais problema do que solução”, disse Maia.
O presidente da Câmara avaliou a proposta de mudança como positiva, mas ressaltou que não irá avançar na proposta sem ter uma posição clara do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. A estratégia de Maia era aproveitar o quórum para a votação do teto de gastos na semana que vem para emplacar o projeto de lei. Até lá, ele pretendia conversar com partidos de oposição para evitar uma obstrução da votação.
Os principais interessados na mudança da lei e que pedem a Maia para não desistir da votação são os governadores, mercado financeiro e empresários. (Folhapress)