Quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025
Por Redação O Sul | 22 de maio de 2016
A equipe econômica do presidente interino Michel Temer (PMDB) aumentou em mais de R$ 10 bilhões a previsão do rombo da Previdência neste ano. A estimativa passou de R$ 136 bilhões para R$ 146,3 bilhões. Com a recessão e o aumento do desemprego, com consequente diminuição das contribuições para a Previdência, as receitas encolheram R$ 3,5 bilhões em relação à previsão feitas pelo governo Dilma Rousseff.
A equipe sob o comando dos ministros Romero Jucá (Planejamento) e Henrique Meirelles (Fazenda) também constatou um aumento de R$ 6,8 bilhões nos gastos com benefícios previdenciários em relação à estimativa feita pela gestão petista.
Segundo relatório divulgado na sexta-feira (20), não é possível contar com medidas de gestão que vinham sendo consideradas pela equipe anterior para reduzir as despesas previdenciárias. Temer vai usar o aumento da previsão de rombo da Previdência Social para defender a reforma do sistema de aposentadorias no País, criticada durante sua primeira semana à frente do governo por aliados, sobretudo por deputados ligados a centrais sindicais.
Segundo interlocutores, Temer não pretende cometer o mesmo erro da presidenta afastada, que defendeu a reforma do setor previdenciário no início do ano, mas engavetou a ideia depois de pressões de sua base social e congressista. O peemedebista afirmou que está disposto a tomar medidas “impopulares” para reequilibrar as contas públicas e que, por não ser candidato à reeleição, seu caminho fica mais fácil.
Para ele, a reforma da Previdência é uma das medidas essenciais de sua administração, que teve início com o afastamento de Dilma após a abertura do processo de impeachment da petista. Nesta segunda-feira (23), Temer deve anunciar medidas fiscais de corte de gastos e a criação de um teto para o crescimento da dívida pública. (Folhapress)