Sábado, 11 de janeiro de 2025
Por Redação O Sul | 15 de outubro de 2020
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 160 vacinas contra o coronavírus estão sendo desenvolvidas atualmente. Destas, ao menos 24 estão na fase clínica, ou seja, sendo testadas em humanos.
Veja abaixo as dúvidas mais comuns sobre o atual estágio de cada uma das pesquisas e o que ainda falta saber:
1) Quando a vacina contra covid-19 estará pronta?
Especialistas dizem que as vacinas demoram, em média, dez anos para ficarem disponíveis ao público após o início dos estudos. A mais rápida já criada, a da caxumba, levou pelo menos quatro anos para ficar pronta. Muitos especialistas acreditam que a vacina contra a covid-19 não estará disponível em 2020. Embora as pesquisas avancem em todo o mundo, o prazo de 12 a 18 meses para liberação seria considerado um recorde.
2) Quais são as etapas para a produção de vacinas?
Para se produzir uma vacina, leva tempo. A mais rápida desenvolvida até o momento foi a vacina contra a caxumba, que precisou de cerca de quatro anos até ser licenciada e distribuída para a população.
Antes de começar os testes em voluntários, a imunização passa por diversas fases de experimentação pré-clinica (em laboratório e com cobaias). Só após ser avaliada sua segurança e eficácia é que começam os testes em humanos, a chamada fase clínica – que são três:
Fase 1: é uma avaliação preliminar da segurança do imunizante, ela é feita com um número reduzido de voluntários adultos saudáveis que são monitorados de perto. É neste momento que se entende qual é o tipo de resposta que o imunizante produz no corpo. Ela é aplicada em dezenas de participantes do experimento.
Fase 2: na segunda fase, o estudo clínico é ampliado e conta com centenas de voluntários. A vacina é administrada a pessoas com características (como idade e saúde física) semelhantes àquelas para as quais a nova vacina é destinada. Nessa fase é avaliada a segurança da vacina, imunogenicidade (ou a capacidade da proteção), a dosagem e como deve ser administrada.
Fase 3: ensaio em larga escala (com milhares de indivíduos) que precisa fornecer uma avaliação definitiva da sua eficácia e segurança em maiores populações. Além disso, feita para prever eventos adversos e garantir a durabilidade da proteção. Apenas depois desta fase é que se pode fazer um registro sanitário.