Quinta-feira, 03 de abril de 2025
Por Redação O Sul | 31 de julho de 2024
Aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que queiram contratar empréstimo consignado devem estar atentos às taxas de juros antes de pedir o dinheiro emprestado em alguma instituição financeira. Atualmente, o limite para esse tipo de crédito está em 1,66% ao mês. Para as operações na modalidade de cartão de crédito e cartão consignado de benefício, o índice máximo está em 2,46%, ao mês.
Apesar de ser um crédito mais barato, é preciso avaliar com cautela para não comprometer a renda com gastos não essenciais. Nesse tipo de crédito é possível utilizar até 45% do benefício. Sendo 35% para empréstimo pessoal consignado, 5% para o cartão de crédito consignado e 5% para o cartão consignado de benefício.
— Veja como conferir as taxas
* Acesse o aplicativo ou site Meu INSS (sem precisar de login e senha);
* Na página inicial, onde há uma lupa, escreva “Taxas de Empréstimo Consignado”;
* Será aberta uma página com a lista de bancos e os juros praticados em cada um deles;
* Para ver mais bancos, basta rolar a página até embaixo e clicar em “ver mais”;
* Também é possível buscar pela instituição que o segurado quer pesquisar no alto da página, em “Pesquise por instituição”.
Ao lado do nome das instituições estão relacionadas as taxas para as modalidades de cartão de crédito consignado (RMC) e para utilização do cartão consignado de benefício (RCC). Essas taxas somente aparecem quando a instituição oferece esse tipo de crédito.
Alta nas contratações
Tomando como base o mês de junho, a quantidade de contratações de empréstimo consignado vem apresentando alta nos últimos três anos, mesmo com a queda nos juros a partir de 2023.
O quantitativo de contratos também tem apresentado aumento: em junho de 2022 foram registrados 45.816.969 contratos ativos; em igual mês do ano seguinte, 50.674.856; e no mês passado, 56.022.046.
Pente-fino
Em agosto de 2024, o governo brasileiro retomará o pente-fino dos benefícios do INSS, a primeira auditoria desde 2019. Este processo, realizado a cada dois anos, focará em benefícios temporários como o auxílio-doença e o benefício assistencial, impactando cerca de 800 mil pessoas. A revisão visa assegurar a justa distribuição dos recursos públicos e detectar fraudes.
O procedimento de revisão incluirá avaliações individuais e um extenso cruzamento de dados cadastrais, utilizando informações de várias bases de dados governamentais. Estas ações buscam otimizar a aplicação dos fundos do INSS e garantir que os benefícios cheguem a quem realmente precisa.
O pente-fino do INSS busca confirmar que os benefícios temporários estejam sendo corretamente concedidos, exigindo que beneficiários mantenham cadastros e exames atualizados. Para o Benefício de Prestação Continuada (BPC), é crucial que alterações na composição familiar ou na situação econômica sejam prontamente informadas.
João Adolfo, especialista em finanças, destaca que mudanças significativas como um membro da família que começa a trabalhar devem ser comunicadas ao INSS para evitar descontinuidades no recebimento dos benefícios.
O governo federal espera economizar R$ 25,9 bilhões com esta revisão, o que é crucial para atender ao arcabouço fiscal de 2025. Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, algumas medidas podem ser implementadas via Medida Provisória para revisar os cadastros de benefícios sociais.