Sábado, 05 de abril de 2025
Por Redação O Sul | 27 de abril de 2024
Um velório coletivo breve, com caixões fechados e sem a presença de familiares, seguido por sepultamentos sob chuva no Cemitério Municipal São João, na Zona Norte de Porto Alegre. As duas cenas marcaram, na tarde desse sábado (27), as cerimônias fúnebres de quatro dos dez mortos pelo incêndio que na madrugada de sexta (26) atingiu uma pousada de acolhimento na avenida Farrapos, bairro Floresta. Outra vítima foi enterrada pela manhã.
Acompanharam o ato somente o titular da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (SMDS), Léo Voigt, o diretor da Fundação de Assistência Social de Cidadania (Fasc), Cristiano Roratto, representantes de organizações sociais e veículos de imprensa, além de religiosos. As despesas foram bancadas por uma funerária da capital gaúcha.
As vítimas, no caso, são uma mulher e três homens que viviam em situação de vulnerabilidade social: Maribel Terezinha Padilha, Dionatan Cardoso da Rosa, Julcemar Carvalho Amador e Silvério Roni Martim. Anderson Gaúna Corrêa, por sua vez, havia sido enterrado por familiares na mesma necrópole durante a manhã.
O reconhecimento desse grupo havia sido relativamente rápido, com base em impressões digitais. Já os outros cinco corpos encontrados no local da tragédia ainda não foram identificados, devido ao estado de carbonização – aspecto que exige procedimentos pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP) como exame de arcada dentária e material genético fornecido por familiares.
Feridos
Outros 15 moradores da pensão sofreram intoxicação por fumaça, queimaduras ou lesões, mas sobreviveram. Alguns tiveram que pular da marquise do prédio de cinco andares para fugir do incêndio.
De acordo com informações extraoficiais, ao menos seis vítimas permaneciam internadas no fim da noite desse sábado – duas em estado grave. As demais foram liberadas horas depois de receber atendimento hospitalar e, em sua maioria, reinstaladas em outras unidades da rede de acolhimento.
Investigação
Servidores do Instituto-Geral de Perícias (IGP) trabalharam no local da tragédia com apoio de profissionais do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul (CBM-RS). O objetivo foi levantar dados que possam esclarecer a causa das chamas.
Após dois dias, o serviço foi concluído e instalado um tapume junto à entrada do prédio. A estrutura serve para isolar o local, evitando o comprometimento de provas até que seja concluída a investigação.
(Marcello Campos)