Quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025
Por Redação O Sul | 27 de fevereiro de 2025
Emprego cresce, ociosidade e estoques caem em janeiro
Foto: CNI/DivulgaçãoCom crescimento no emprego, quedas na ociosidade e nos estoques e estabilidade na produção, a Sondagem Industrial, divulgada nesta quinta-feira (27) pela Fiergs (Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul), mostra um início de ano mais promissor para o setor industrial gaúcho.
A pesquisa de opinião empresarial, realizada mensalmente pela UEE (Unidade de Estudos Econômicos) da Fiergs, apresentou em janeiro um cenário de perspectivas positivas para os próximos seis meses.
“O levantamento é um termômetro do momento atual e traz sinais positivos, mas não afasta a necessidade de uma reforma fiscal, com controle nos gastos públicos que reduza a pressão sobre indicadores como a inflação e os juros”, afirma o presidente da Fiergs, Claudio Bier.
O índice de produção alcançou 50,1 pontos em janeiro, o maior para mês desde 2021, indicando um ritmo acima do esperado para o início do ano. Outro índice medido na Sondagem é o de número de empregados, que atingiu 51,7 em janeiro, revelando aumento do emprego industrial ante dezembro.
O resultado ganha importância porque supera a média histórica de 50,1 do período. O índice varia de zero a cem pontos. Valores acima de 50 representam crescimento em relação ao mês anterior.
A UCI (utilização da capacidade instalada), também medida na Sondagem, alcançou 71% em janeiro, subindo três pontos percentuais em relação a dezembro e ficando acima da média histórica de 68,1% do mês.
Mesmo com a estabilidade da produção, os estoques de produtos finais caíram na passagem de dezembro para janeiro, a quinta redução seguida e a oitava em nove meses. O índice relacionado a estoques alcançou 47,9 pontos. Neste caso, valores acima de 50 pontos indicam estoque além do planejado pelas empresas.
Para os próximos seis meses, a Sondagem Industrial mostra que o setor espera aumento da demanda, das exportações, do emprego e das compras de matérias-primas no Rio Grande do Sul.
Em função desta perspectiva mais positiva, a intenção de investir da indústria gaúcha atingiu o patamar mais alto desde setembro de 2022, com o índice crescendo de 57,6 pontos, em janeiro, para 61,5, em fevereiro, quase dez pontos acima da média histórica. Pouco mais de dois terços das empresas (66,9%) mostra disposição em realizar investimentos nos próximos seis meses.
Foram consultadas 145 empresas, sendo 30 pequenas, 50 médias e 65 grandes, entre 1º e 12 de fevereiro.
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