Sexta-feira, 04 de abril de 2025
Por Redação O Sul | 3 de abril de 2025
Pesquisa Genial/Quaest divulgada nessa quinta-feira (3) mostra que Tarcísio de Freitas (Republicanos), Michelle Bolsonaro (PL) e Pablo Marçal (PRTB) empatam, dentro da margem de erro, como os preferidos dos entrevistados para substituir, nas eleições de 2026, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está inelegível.
O governador de São Paulo, a ex-primeira-dama e o ex-coach lideram na preferência dos eleitores. Bolsonaro está inelegível até 2030, por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Veja os números:
— Se Bolsonaro não for candidato em 2026, quem deveria ser o candidato da direita?
* Tarcísio de Freitas (Republicanos): 15%
* Michelle Bolsonaro (PL): 14%
* Pablo Marçal (PRTB): 11%
* Ratinho Júnior (PSD): 9%
* Eduardo Bolsonaro (PL): 4%
* Romeu Zema (Novo): 4%
* Ronaldo Caiado (União) : 4%
* Eduardo Leite (PSDB): 3%
* Outros: 1%
* Nenhum desses: 19%
* Não sei/ Não responderam:16%.
Michelle e Tarcísio são os preferidos entre os eleitores de Bolsonaro. Dentre aqueles que votaram no ex-presidente no segundo turno das eleições de 2022, 26% citaram a ex-primeira-dama como melhor substituta, e 24%, o governador. Marçal vem em terceiro, com 12%.
Tarcísio também é a opção mais citada dentre os eleitores de Lula no segundo turno de 2022, ao lado de Ratinho Júnior (PSD), governador do Paraná. Ambos foram mencionados por 10% dessa parcela dos entrevistados; Marçal aparece com 9%, em empate técnico com Tarcísio e Ratinho. A alternativa mais escolhida pelos eleitores de Lula, porém, foi a de que nenhum desses nomes deveria substituir Bolsonaro, com 30%.
A pesquisa ouviu 2.004 eleitores presencialmente entre 27 e 31 de março. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
Inelegibilidade
Tarcísio é apontado como o mais provável herdeiro do espólio político de Bolsonaro. Na semana passada, o vice-governador, Felício Ramuth (PSD), disse ao jornal O Estado de S. Paulo que a candidatura de Tarcísio à Presidência em 2026 é um cenário que “cada dia mais se consolida”. Mas, mesmo inelegível, o ex-presidente diz que “não vai passar o bastão para ninguém”.
A condenação de Bolsonaro no TSE ocorreu devido à reunião com embaixadores, em julho de 2022, na qual ele atacou o sistema eleitoral sem provas. O tribunal considerou que houve abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, tornando Bolsonaro inelegível por oito anos a partir das eleições de 2022, ou seja, até 2030.
O advogado criminalista Carlos Dantas explica que a reversão dessa decisão é pouco provável. “Jair Bolsonaro interpôs recurso ao Supremo Tribunal Federal, mas a rotina do STF tem sido o mantimento da decisão do Tribunal Superior Eleitoral em casos semelhantes”. O advogado e cientista político Antônio Carlos Souza de Carvalho é ainda mais enfático: “Bolsonaro não será absolvido na Justiça Eleitoral. Ele já foi condenado à inelegibilidade em decisões irreversíveis”.
Bolsonaro também se tornou réu no STF na semana passada por tentativa de golpe de Estado. Se for condenado, a pena poderá estender ainda mais o período em que ele não poderá disputar eleições, conforme a lei da Ficha Limpa, explica Carvalho. (Com informações do UOL)