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Rio Grande do Sul “Ainda é difícil dimensionar o impacto do ‘tarifaço’ de Trump na indústria gaúcha”, diz o presidente da Fiergs

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Claudio Bier liderou missão do setor na Feira de Hannover, nesta semana. (Foto: Divulgação/Fiergs)

A decisão do presidente norte-americano Donald Trump de impor a outros países o que considera “tarifas comerciais recíprocas” sobre impostos de importação afetará as exportações brasileiras. Esta é a avaliação do presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Claudio Bier. Ele pondera, entretanto, ainda ser difícil dimensionar o impacto da medida à indústria gaúcha.

“As informações ainda são iniciais”, ressalva o dirigente. “Estamos procurando medir as consequências, mas é certo que este novo cenário nos obriga a superar desafios e explorar oportunidades que surgem, como a parceria do Mercosul com a União Europeia ou a ampliação de negócios com a China”.

Em um cenário no qual os produtos do País serão taxados em pelo menos 10% ao entrarem no mercado norte-americano, as consequências são inevitáveis, já que os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil. Bier enfatiza, em texto publicado no site fiergs.org.br:

“Há preocupação no caso de possível retaliação do Brasil e a configuração de uma guerra comercial, trazendo resultados ruins para todo o mundo, com redução do fluxo de comércio, menos negócios e tudo de ruim que ambientes de conflito trazem”.

Ele menciona o fato de as Federações das Indústrias do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná terem solicitado no final de março, especial atenção por parte do governo federal nas negociações sobre as taxas impostas pelos Estados Unidos para produtos de base florestal. Essa preocupação agora se amplia, com o aumento de sobretaxas a outros setores.

Ainda conforme o dirigente, os efeitos imediatos da decisão de Trump para o Brasil e o Rio Grande do Sul podem incluir uma redução no volume de exportações para os Estados Unidos, sobretudo em segmentos integrados à indústria daquele país. Já há tarifas de 25% aplicadas a todas as importações de aço e alumínio, por exemplo, embora os efeitos diretos sobre a indústria gaúcha sejam pouco expressivos.

Acontece, porém, que a elevação de custos aos consumidores norte-americanos por conta do “tarifaço” tende a dificultar cortes de juros nos Estados Unidos e encarecer insumos para a indústria brasileira, especialmente no Rio Grande do Sul. “O Brasil deve seguir pautado pelo diálogo, avaliando cada caso de forma pontual e buscando preservar uma postura negociadora em relação aos Estados Unidos”, conclui Bier.

Nesta semana, ele liderou missão do setor na tradicional Feira de Hannover (Alemanha), maior evento de tecnologia industrial do mundo: “Percebi a postura apreensiva de líderes europeus com a possibilidade de uma guerra comercial com os Estados Unidos.”

(Marcello Campos)

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https://www.osul.com.br/tarifaco-de-trump-deve-afetar-a-industria-gaucha-ainda-e-dificil-dimensionar-o-impacto-diz-o-presidente-da-fiergs/ “Ainda é difícil dimensionar o impacto do ‘tarifaço’ de Trump na indústria gaúcha”, diz o presidente da Fiergs 2025-04-03
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