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Transações via Pix chegam a 29 bilhões no ano até junho

A ferramenta superou as transações de todos os demais meios de pagamento somados, que chegaram a 24,2 bilhões. (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

O número de transações realizadas via Pix nos primeiros seis meses deste ano chegou a 29 bilhões, um salto de 61% ante o mesmo período do ano passado, segundo informou a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). A ferramenta superou as transações de todos os demais meios de pagamento somados, que chegaram a 24,2 bilhões.

De acordo com a Febraban, nos outros instrumentos de pagamento, os crescimentos mais expressivos foram no cartão pré-pago (22%) e no cartão de crédito (13,1%). O boleto ficou estável, enquanto as transações via TED recuaram 9,1%, e as com cheques, 35,6%.

O Pix foi o responsável pela segunda maior movimentação financeira, de R$ 12 trilhões (71,4%), enquanto a TED manteve-se na liderança, com R$ 20 trilhões (queda de 4,7%). Os boletos movimentaram R$ 3 bilhões, ficando estáveis, e os cartões de crédito, R$ 1,3 trilhão (18,1%).

“Os números mostram mais uma vez a importância do Pix na inclusão financeira do brasileiro. É um sucesso nacional e um exemplo internacional”, disse em nota o diretor adjunto de Serviços da Febraban, Walter Faria. “Não é à toa que o DOC, com 37 anos de uso, foi descontinuado pelo mercado financeiro no último mês de fevereiro, principalmente pelo fato do uso massivo do Pix.”

Segundo ele, também chama a atenção a queda do tíquete médio das operações com Pix, para R$ 410, o que revela uma maior adoção do meio de pagamento instantâneo. “O e-commerce também está oferecendo a opção de pagamento em Pix, muitas vezes com desconto, e há boletos com opção para pagamento na função de QR Code, o que ajuda a impulsionar as transações”, diz Faria.

Vazamento

Em outra frente, o Banco Central informou, na noite da última quinta-feira (19), que houve vazamento de dados pessoais vinculados a 150 chaves Pix sob a guarda e responsabilidade da Shopee. O incidente de segurança ocorreu entre os dias 2 e 4 deste mês e foi motivado por falhas pontuais em sistemas da empresa. Segundo a Shopee, “nenhum dado sensível, como senhas, informações de transações ou saldos financeiros, foi exposto”.

A varejista é vinculada ao sistema Pix com o nome de SHPP Brasil Instituição de Pagamento e Serviços de Pagamentos Ltda. Segundo o BC, não foram expostos dados sensíveis, tais como senhas, informações de movimentações ou saldos financeiros em contas transacionais, ou qualquer outra informação sob sigilo bancário. “As informações obtidas são de natureza cadastral, que não permitem movimentação de recursos, nem acesso às contas ou a outras informações financeiras.”

Procurada, a Shopee disse estar “comprometida com a segurança e a privacidade dos dados dos usuários”. A empresa admitiu, porém, ter detectado recentemente uma “tentativa indevida para obter informações de chaves Pix”, em sua plataforma. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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