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Mundo Trump demite cúpula da Agência de Segurança Nacional

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General integrava lista de desleais entregue por conspiracionista a Trump. (Foto: Divulgação/Skyler Wilson)

A Casa Branca o diretor da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês), o general Tim Haugh, e sua vice, Wendy Noble. O anúncio ocorreu um dia após o presidente Donald Trump se reunir com a ativista de extrema direita Laura Loomer, que teria apresentado uma lista com nomes de pessoas que ela acredita serem desleais a ele.

O republicano promove uma devassa na área de segurança interna. O número exato de demitidos é desconhecido. O jornal americano The New York Times afirma que seis funcionários foram cortados. O The Washington Post diz que foram ao menos três.

De acordo com a imprensa dos EUA, na quarta-feira (2) Trump se reuniu com Laura Loomer, que se apresenta como jornalista e ativista, é afeita a teorias da conspiração, e tem bom trânsito dentro da nova Casa Branca. Na ocasião, afirmam pessoas próximas ao presidente, ela apresentou uma lista com nomes que não seriam “suficientemente leais” ao governo — os nomes de Haugh e Noble estariam presentes, além de membros do Conselho de Segurança Nacional.

Para Loomer, o fato de Haugh ter sido indicado pelo ex-chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas de Joe Biden, Mark Milley — um desafeto de Trump —, era mais do que suficiente para questionar sua lealdade ao republicano. Haugh estava no posto desde 2023.

Segundo o jornal Washington Post, o conselheiro de Segurança Nacional, Michael Waltz, estava na reunião, e tentou defender seus funcionários das demissões, sem sucesso. Waltz está sob pressão por ter incluído por engano um jornalista em um grupo no aplicativo Signal, que reunia membros do alto escalão do governo para discutir planos para um ataque ao Iêmen. Ao ser questionada pelo Post se Waltz deveria ser demitido, Loomer disse que era “uma decisão do presidente Trump”.

Na quinta, quando surgiram os relatos sobre as demissões no Conselho de Segurança Nacional, Trump disse ter desligado “alguns” funcionários da área de segurança, sem dar detalhes. De acordo com o Wall Street Journal, nesta “primeira rodada” foram seis cortes, mas pelo menos mais dois funcionários estariam prestes a perder seus postos. Ele não citou as saídas na NSA, agência subordinada ao Pentágono.

“Sempre estamos dispensando pessoas”, disse Trump a repórteres a bordo do avião presidencial, enquanto seguia para Miami. Segundo ele, “pessoas de quem não gostamos ou que achamos que não podem fazer o trabalho, ou que talvez tenham lealdade a outra pessoa”.

Protagonismo e racismo

Loomer é uma figura peculiar do universo trumpista. Aos 31 anos, tentou sem sucesso se lançar ao Congresso pela Flórida e sempre buscou um lugar ao lado do republicano, seja como cabo eleitoral, seja liderando ações como a invasão de uma propriedade da ex-presidente da Câmara, Nancy Pelosi. Durante a campanha do ano passado, ela acompanhou Trump em alguns eventos, incluindo o único debate contra a rival democrata, Kamala Harris.

Além de seu crescente protagonismo, Loomer é lembrada por sua linguagem extremista e seu interesse por teorias da conspiração. Ela afirma que os ataques de 11 de Setembro de 2001 — organizados e realizados pela rede terrorista al-Qaeda — foram obra do próprio governo americano.

A ativista chegou a ser banida de várias plataformas por seus comentários islamofóbicos e xenofóbicos: no X, onde só recuperou a conta após a rede social ter sido comprada por Elon Musk, disse no ano passado que se Kamala vencesse as eleições, “a Casa Branca cheiraria a curry”, uma referência discriminatória às origens indianas da democrata.

O extremismo chocou até mesmo a deputada Marjorie Taylor-Greene, ligada à teoria conspiracionista QAnon: na época, Greene disse que os comentários eram “horríveis e extremamente racistas”. Em resposta, Loomer afirmou que a deputada “estava com ciúmes” de sua proximidade com Trump.

Neste segundo mandato, Trump não tem feito grandes esforços para se afastar de figuras com ideias controversas, e algumas foram chamadas para postos-chave no governo: Robert Kennedy Jr., um conhecido antivacinas, comanda o Departamento de Saúde, e Kash Patel, à frente do FBI, a polícia federal americana, no passado prometeu prender jornalistas.

 

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