Sábado, 05 de abril de 2025
Por Redação O Sul | 4 de abril de 2025
Economistas alertam para os possíveis impactos adversos no crescimento econômico global e na estabilidade dos mercados financeiros.
Foto: ReproduçãoO presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nessa sexta-feira (4) que suas políticas econômicas permanecerão inalteradas, apesar das quedas significativas nos mercados de ações globais, atribuídas às recentes disputas comerciais entre os EUA e a China.
“Para os muitos investidores que estão vindo para os Estados Unidos e investindo quantias massivas de dinheiro, minhas políticas nunca mudarão. Este é um ótimo momento para ficar rico, mais rico do que nunca!”, escreveu Trump em letras maiúsculas em sua plataforma de mídia social.
As declarações de Trump ocorrem em meio a uma escalada nas tensões comerciais entre Washington e Pequim. Na quarta-feira (2), o presidente anunciou a imposição de tarifas de 34% sobre todos os produtos chineses importados para os EUA. Em resposta, a China anunciou nesta sexta-feira (4) que imporá tarifas recíprocas de 34% sobre todas as importações dos EUA a partir de 10 de abril, acusando Washington de “bullying unilateral”.
As consequências dessas medidas foram imediatas nos mercados financeiros globais. O índice Dow Jones Industrial Average caiu mais de 1.400 pontos nas primeiras horas de negociação desta sexta-feira, enquanto o Nasdaq Composite entrou em território de mercado baixista, acumulando uma queda de mais de 20% desde os máximos de fevereiro. Bolsas europeias, como o FTSE 100, também sofreram perdas significativas, registrando a maior queda diária desde a pandemia de covid.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou sobre os “riscos significativos” que as tarifas de Trump representam para a economia global, instando os EUA e seus parceiros comerciais a resolverem as tensões de maneira construtiva. Enquanto isso, investidores buscam ativos mais seguros, como títulos do governo, refletindo a crescente preocupação com uma possível recessão global.
Analistas financeiros expressam ceticismo em relação à afirmação de Trump de que este é um “ótimo momento para ficar rico”. Eles apontam que a volatilidade do mercado e a incerteza econômica tornam o ambiente atual desafiador para investimentos. Além disso, ex-líderes empresariais, como o ex-CEO do Goldman Sachs, Lloyd Blankfein, aconselharam o presidente a adiar a implementação de tarifas mais severas para permitir negociações e evitar uma escalada nas tensões comerciais.
A comunidade internacional continua a monitorar de perto os desdobramentos dessa disputa comercial, enquanto economistas alertam para os possíveis impactos adversos no crescimento econômico global e na estabilidade dos mercados financeiros.