Quinta-feira, 17 de abril de 2025
Por Redação O Sul | 21 de fevereiro de 2019
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editorias de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Deputados estaduais se irritam porque nomeações do Executivo estão sendo retardadas. Os documentos com as indicações ficarão retidos no Palácio Piratini até que ocorram votações de projetos na Assembleia, considerados indispensáveis para a gestão.
A inconformidade mais intensa se localiza no MDB. Integrantes da bancada alegam que não se justifica a desconfiança. O governo não voltará atrás.
Não quer errar
Getúlio Vargas costumava dizer: “Quanto menos alguém entende, mais quer discordar”. Lembrando o líder trabalhista, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, pediu a especialistas pareceres sobre os temas polêmicos na proposta de reforma da Previdência.
Coragem de dizer
A melhor justificativa para o projeto de reforma entregue ontem à Câmara dos Deputados foi do vice-presidente Hamilton Mourão: “A atual Previdência não passa de uma pirâmide financeira. Do modo como está agora, os que vão chegar primeiro, os mais velhos, terão suas aposentadorias. Os mais jovens vão trabalhar até morrer sem jamais se aposentar”.
Agora vai
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, cede à pressão e garante que incluirá na pauta de votações, até o começo de abril, projeto de lei complementar para definir as compensações aos Estados exportadores. Será a aplicação da Lei Kandir, a esquecida.
Calote anda longe
O cálculo do Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda é de que o governo federal deixou de pagar 550 bilhões de reais da Lei Kandir aos Estados. Como não existe dinheiro no Tesouro Nacional, a solução será abater o valor, aos poucos, da dívida com a União.
Antes de a cortina fechar
O Senado tem uma comissão de nome pomposo: de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle. Será o último palco pelo qual desfilará Gustavo Bebianno, antes de voltar à planície.
Vai pensar mais
José Fortunati estava com a ficha de embarque para Brasília, onde conversaria com o senador Alvaro Dias para acertar detalhes do ingresso no Podemos. À última hora, cancelou.
Silêncio e conivência
Hoje, completam-se 20 dias da fraude transmitida ao vivo pela TV: durante apuração de votos na eleição para a presidência do Senado, foi constatado que havia 82 votos na urna, um mais que o número total de parlamentares da Casa. Suas Excelências ainda não perceberam a gravidade do episódio.
Gestos de delinquentes
Em 1985 houve caso semelhante, que ficou conhecido pelo apelido de “deputados pianistas”. Foram votos duplos, de ausentes, e mutretas de outras ordens com o uso de senhas de colegas. Repetiu-se na Constituinte de 1988 e ficou por isso mesmo.
Como classificar
A fraude em votações do Congresso é um ato de extrema indignidade, incompatível com o mínimo de compostura, respeito e honestidade de quem representa o povo. Falseando resultados, que condições têm de legislar e fiscalizar?
Rodando
O Partido Popular Socialista vai trocar de nome no congresso nacional a 23 março. A primeira sugestão era Cidadania. Surgiram restrições. A tendência é de que a maioria escolha Frente Cidadã.
Efeito da troca
Na esteira do que ocorre na Presidência da República, haverá em São Paulo, a 16 de março, o 1º Encontro da União Nacional dos Estudantes Conservadores.
Descaso com a vida
Nem as trágicas lições ensinam. A inexistência de planos de prevenção contra incêndio nos hospitais mostra que o Rio Grande do Sul é pobre em precauções. Resultado do hábito condenável de que o pior pode não acontecer.
Há 70 anos
A Assembleia Legislativa de Santa Catarina, a 21 de fevereiro de 1949, negou o pedido da Câmara de Araranguá. O município queria se anexar ao Rio Grande do Sul.
Time do arrasa quarteirão
Em política, criadores de pânico têm tudo, menos lampejos de bom senso.
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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