Quinta-feira, 03 de abril de 2025
Por Redação O Sul | 2 de abril de 2025
Promovido pelo Sindicato da Indústria de Energias Renováveis do Rio Grande do Sul (Sindienergia-RS) e pela VIEX, o evento reforça o protagonismo do Estado na transição energética e na agenda de descarbonização.
Foto: DivulgaçãoO primeiro dia do Wind of Change 2025 nesta quarta-feira (2) reuniu, em Porto Alegre, grandes nomes do setor de energias renováveis, investidores nacionais e internacionais, além de autoridades públicas para debater os rumos das eólicas onshore e offshore, bem como o avanço do hidrogênio verde no Brasil. Promovido pelo Sindicato da Indústria de Energias Renováveis do Rio Grande do Sul (Sindienergia-RS) e pela VIEX, o evento reforça o protagonismo do Estado na transição energética e na agenda de descarbonização. A programação segue nesta quinta-feira (3), no Hotel Hilton.
A cerimônia de abertura teve falas de destaque da presidente do Sindienergia-RS, Daniela Cardeal, e do embaixador do Reino dos Países Baixos no Brasil, André Driessen.
Em seu discurso, Daniela ressaltou o papel estratégico do Rio Grande do Sul no cenário energético nacional. “O Rio Grande do Sul tem um enorme potencial para se tornar um polo estratégico de energias renováveis, com destaque para sua capacidade eólica de mais de 100 gigawatts em terra e 114 offshore. Isso representa não apenas energia, mas também empregos, futuro e justiça social. Mas a transição energética é, acima de tudo, cooperação. Neste ano, celebramos o avanço da parceria com os Países Baixos, impulsionando projetos como o Green Ports Partnership. Além disso, aqui no evento contamos com aliados como Japão, País Basco e Bélgica”, afirmou a executiva.
A presidente do Sindienergia também reforçou o compromisso do setor com soluções integradas. “A combinação entre eólicas e hidrogênio verde é fundamental para a descarbonização. Integrando também fontes como solar, hídrica e bioenergias, o Rio Grande do Sul tem tudo para se tornar um exemplo global, alinhado às metas da COP 30, que acontecerá no Brasil. Espero que este evento seja um marco de ação para o futuro sustentável que precisamos criar”, completou Daniela.
Já o embaixador André Driessen destacou a importância das parcerias internacionais para impulsionar a transição energética. “O Brasil é um parceiro essencial para os Países Baixos, especialmente em infraestrutura portuária e transição energética. Com enorme potencial para energia offshore e hidrogênio verde, o Brasil pode ser uma das lideranças na transição para uma economia neutra em carbono, além de ser peça-chave para as metas do Acordo de Paris.
De acordo com o embaixador, a experiência dos Países Baixos mostra que é possível estruturar um mercado sólido de energias renováveis, e o Brasil tem todas as condições para isso. “O Rio Grande do Sul, em especial, desempenha um papel estratégico nessa colaboração, que também envolve agricultura de precisão, tecnologia, gestão da água e projetos marítimos. Certamente, andaremos juntos por um futuro mais sustentável”, declarou.
Painéis destacam regulação, investimentos e infraestrutura
A quarta-feira também foi marcada por uma série de painéis que abordaram o ambiente regulatório, os planos de investimento para eólicas e hidrogênio verde no Brasil, os gargalos da infraestrutura logística e da cadeia de suprimentos no setor, além de caminhos para integrar as fontes renováveis às metas globais de descarbonização e competitividade.
Também participaram dos painéis da quarta-feira lideranças como Rafael Prikladnicki, presidente da Invest RS (Agência de Desenvolvimento do Rio Grande do Sul); Frederico Antunes, deputado Estadual e presidente da Frente Parlamentar Pró-Energias Renováveis; Claudio Gastal, presidente do Badesul; Cristiano Klinger, presidente da Portos RS (Autoridade Portuária dos Portos do Rio Grande do Sul); Matheus Eurico, head de Energia Eólica Offshore da Associação Brasileira de Energia Eólica e Novas Tecnologias (ABEEólica); Nina Bode, cônsul-adjunta do Reino dos Países Baixos; e Valentine Mangez, cônsul-geral da Bélgica em São Paulo; além de empresários e representantes de países como Reino dos Países Baixos, Bélgica, Japão, Espanha, França e Japão.
Com um ambiente propício para networking e troca de conhecimento, o Wind of Change 2025 continua nesta quinta-feira (3 de abril), consolidando Porto Alegre como epicentro das discussões sobre o futuro da energia limpa.
Sobre o Wind of Change 2025
Com a recente aprovação do marco legal das eólicas offshore no Brasil e o crescente papel das fontes limpas na matriz energética global, o Wind of Change chegou a sua segunda edição se consolidando como um fórum estratégico para debater investimentos, disseminar conhecimento e fomentar discussões do setor de energias renováveis. Reúne investidores, representantes do governo e especialistas para debater soluções inovadoras e uma transição energética global justa e resiliente. A iniciativa é do Sindienergia-RS e da VIEX.
Wind of Change 2025 – Programação Resumida 03 de abril (quinta-feira):
● Visão dos Estados potenciais para o maior investimento do Brasil em transição energética
● Infraestrutura de reduzido impacto ambiental e alto impacto social
● Planejamento Espacial Marinho
● Compatibilizações técnicas e socioambientais para o PEM
● Transição terra-mar: das eólicas onshore ao hidrogênio verde
Programação completa: https://viex-americas.com/eventos/wind-of-change/wind-of-change-2025/